{"id":1566,"date":"2019-12-10T19:39:08","date_gmt":"2019-12-10T22:39:08","guid":{"rendered":"https:\/\/aprovacao.website\/frk\/?p=1566"},"modified":"2021-02-10T12:39:15","modified_gmt":"2021-02-10T15:39:15","slug":"isencao-de-taxa-condominial-concedida-a-sindicos-nao-e-tributavel-pelo-imposto-de-renda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprovacao.website\/frk\/isencao-de-taxa-condominial-concedida-a-sindicos-nao-e-tributavel-pelo-imposto-de-renda\/","title":{"rendered":"Isen\u00e7\u00e3o de taxa condominial concedida a s\u00edndicos n\u00e3o \u00e9 tribut\u00e1vel pelo Imposto de Renda"},"content":{"rendered":"<div class=\"postagem\">\n<p>A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), por unanimidade, decidiu que a dispensa do pagamento das taxas condominiais concedida ao s\u00edndico pelo trabalho exercido no condom\u00ednio n\u00e3o pode ser considerada pr\u00f3-labore, rendimento ou acr\u00e9scimo patrimonial \u2013 n\u00e3o incidindo, por essa raz\u00e3o, o Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (IRPF). O colegiado considerou que a isen\u00e7\u00e3o corresponde \u00e0 dispensa de uma despesa devida em raz\u00e3o da conven\u00e7\u00e3o condominial \u2013 e n\u00e3o a uma receita.Um s\u00edndico interp\u00f4s recurso especial contra ac\u00f3rd\u00e3o no qual o Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF2) entendeu que os s\u00edndicos est\u00e3o obrigados a prestar contas \u00e0 Receita Federal, na declara\u00e7\u00e3o anual do IR, tanto no caso de receber remunera\u00e7\u00e3o pelo seu trabalho no condom\u00ednio quanto na hip\u00f3tese de ter isen\u00e7\u00e3o parcial ou total da taxa condominial.Na decis\u00e3o, o TRF2 destacou que<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;toda atividade que envolva algum tipo de remunera\u00e7\u00e3o (seja direta, seja indireta) fica sujeita \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda&#8221;.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>O s\u00edndico alegou que a cobran\u00e7a \u00e9 ileg\u00edtima, visto que n\u00e3o recebeu qualquer valor a t\u00edtulo de pagamento por presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Segundo ele, as suas cotas condominiais eram pagas, parte em dinheiro e parte com seu pr\u00f3prio trabalho no condom\u00ednio \u2013 raz\u00e3o pela qual a isen\u00e7\u00e3o parcial n\u00e3o se adequa ao conceito de renda para fins de incid\u00eancia do tributo.<\/p>\n<h4 class=\"titulo\">Conceito de renda<\/h4>\n<p>Em seu voto, o ministro relator do caso, Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, lembrou que, como disposto no artigo 43 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), o fato gerador do IRPF \u00e9 a aquisi\u00e7\u00e3o de disponibilidade econ\u00f4mica ou jur\u00eddica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combina\u00e7\u00e3o de ambos, sendo, portanto, imperativo analisar se a isen\u00e7\u00e3o condominial do s\u00edndico pode ser considerada uma renda.<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;Renda, para fins de incid\u00eancia tribut\u00e1ria, pressup\u00f5e acr\u00e9scimo patrimonial ao longo de determinado per\u00edodo, ou seja, riqueza nova agregada ao patrim\u00f4nio do contribuinte&#8221;,<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>afirmou.<\/p>\n<h4 class=\"titulo\">Encargo<\/h4>\n<p>No caso da cota condominial, o relator ressaltou que tal valor corresponde a obriga\u00e7\u00e3o mensal imposta a todos os cond\u00f4minos para cobrir gastos necess\u00e1rios \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de um condom\u00ednio. Assim, deve ser entendida como uma despesa, um encargo a ser pago pelos moradores em virtude de conven\u00e7\u00e3o condominial.<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;A dispensa do adimplemento das taxas condominiais concedida ao s\u00edndico pelo labor exercido n\u00e3o pode ser considerada pr\u00f3-labore, rendimento e tampouco acr\u00e9scimo patrimonial, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o se sujeita \u00e0 incid\u00eancia do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica, sob pena, inclusive, de violar o princ\u00edpio da capacidade contributiva&#8221;,<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>concluiu o ministro.<\/p>\n<p>Napole\u00e3o Nunes Maia Filho esclareceu tamb\u00e9m que a dispensa do pagamento de condom\u00ednio n\u00e3o pressup\u00f5e qualquer evolu\u00e7\u00e3o patrimonial que justifique a inclus\u00e3o do valor da cota do s\u00edndico na apura\u00e7\u00e3o anual de rendimentos tribut\u00e1veis.<\/p>\n<h4 class=\"titulo\">Limites<\/h4>\n<p>O relator destacou ainda que a interpreta\u00e7\u00e3o das regras juristribut\u00e1rias deve obedecer aos princ\u00edpios que regem a atividade estatal tribut\u00e1ria, cujo prop\u00f3sito \u00e9 submeter o poder do Estado a restri\u00e7\u00f5es, limites, prote\u00e7\u00f5es e garantias do contribuinte.<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;N\u00e3o se podem, do ponto de vista jur\u00eddico-tribut\u00e1rio, elastecer conceitos ou compreens\u00f5es, para definir obriga\u00e7\u00e3o em contexto que n\u00e3o se revele pr\u00e9via e tipicamente configurador de fato gerador&#8221;,<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>declarou.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp1606234\" class=\"broken_link\" rel=\"nofollow\"><b><u>REsp1606234<\/u><\/b><\/a><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"fonte\">Fonte: <a href=\"https:\/\/aplicacao.aasp.org.br\/aasp\/imprensa\/clipping\/cli_noticia.asp?idnot=30602\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/aplicacao.aasp.org.br\/aasp\/imprensa\/clipping\/cli_noticia.asp?idnot=30602<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), por unanimidade, decidiu que a dispensa do pagamento das taxas condominiais concedida ao s\u00edndico pelo trabalho exercido no condom\u00ednio n\u00e3o pode ser considerada pr\u00f3-labore, rendimento ou acr\u00e9scimo patrimonial \u2013 n\u00e3o incidindo, por essa raz\u00e3o, o Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (IRPF). 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