{"id":1397,"date":"2019-07-31T12:24:23","date_gmt":"2019-07-31T15:24:23","guid":{"rendered":"https:\/\/aprovacao.website\/frk\/?p=1397"},"modified":"2020-04-29T16:46:59","modified_gmt":"2020-04-29T19:46:59","slug":"moradora-tera-que-indenizar-sindica-por-ofensas-em-grupo-de-mensagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aprovacao.website\/frk\/moradora-tera-que-indenizar-sindica-por-ofensas-em-grupo-de-mensagens\/","title":{"rendered":"Moradora ter\u00e1 que indenizar s\u00edndica por ofensas em grupo de mensagens"},"content":{"rendered":"<div class=\"postagem\">\n<p>A Segunda Turma Recursal C\u00edvel dos Juizados Especiais C\u00edveis do Estado aumentou para R$ 2 mil o valor da indeniza\u00e7\u00e3o que uma moradora dever\u00e1 pagar \u00e0 s\u00edndica do condom\u00ednio em que reside. O motivo s\u00e3o ofensas verbais e mensagens vexat\u00f3rias proferidas em grupo de WhatsApp.<\/p>\n<h4 class=\"titulo\">Caso<\/h4>\n<p>A s\u00edndica, autora da a\u00e7\u00e3o, requereu liminarmente que a r\u00e9 fosse coibida de fazer coment\u00e1rios sobre a sua vida privada, postulou condena\u00e7\u00e3o a t\u00edtulo de danos morais no valor de R$ 8 mil e que a r\u00e9 se retratasse no grupo em que efetuou as ofensas. Disse que a r\u00e9 criou um grupo de WhatsApp, sem a sua presen\u00e7a, para, supostamente, resolver quest\u00f5es do condom\u00ednio, por\u00e9m, esse servia apenas para difam\u00e1-la. J\u00e1 a r\u00e9 sustentou que o grupo trata de assuntos referentes ao condom\u00ednio e que em nenhum momento desrespeitou a autora.<\/p>\n<p>No JEC C\u00edvel, o pedido de danos morais da s\u00edndica contra a moradora foi atendido, condenando a r\u00e9 ao pagamento de R$ 1 mil, mais corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. Foi negado o pedido de retrata\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m a concess\u00e3o de liminar.<\/p>\n<h4 class=\"titulo\">Recurso<\/h4>\n<p>Ambas recorreram da decis\u00e3o. A s\u00edndica, pedindo a majora\u00e7\u00e3o do valor da indeniza\u00e7\u00e3o, e a moradora negando as acusa\u00e7\u00f5es. A relatora, Ju\u00edza de Direito Ana Claudia Cachapuz Silva Raabe, considerou que foi corretamente reconhecido o dever de indenizar. Citou \u00e1udios onde a r\u00e9 afirma que a autora era uma s\u00edndica de m&#8230;, ineficiente e uma vaca.<\/p>\n<p>Verifica-se, assim, o ato il\u00edcito praticado pela requerida e a ofensa \u00e0 dignidade e ao decoro da demandante, afirmou a magistrada. Os di\u00e1logos foram al\u00e9m dos assuntos relacionados ao condom\u00ednio, atingido a esfera pessoal da demandante. Por exemplo, naquelas conversas, a demandada afirmou que a requerente era mal educada e louca invasiva, citou a Ju\u00edza.<\/p>\n<p>Nesse contato, a r\u00e9 deve indenizar os danos morais causados pela ofensa \u00e0 honra, dignidade e decoro da autora. A julgadora aumentou o valor da quantia indenizat\u00f3ria para R$ 2 mil e manteve os demais termos da senten\u00e7a. Assim sendo, a quantia se mostra adequada \u00e0 repara\u00e7\u00e3o pretendida, levando-se em conta os princ\u00edpios da proporcionalidade e razoabilidade.<\/p>\n<p>Os Ju\u00edzes de Direito Roberto Behrensdorf Gomes da Silva e Alexandre de Souza Costa Pacheco tamb\u00e9m participaram do julgamento e acompanharam o voto da relatora.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"fonte\">Fonte: <a href=\"https:\/\/aplicacao.aasp.org.br\/aasp\/imprensa\/clipping\/cli_noticia.asp?idnot=29610\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/aplicacao.aasp.org.br\/aasp\/imprensa\/clipping\/cli_noticia.asp?idnot=29610<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Segunda Turma Recursal C\u00edvel dos Juizados Especiais C\u00edveis do Estado aumentou para R$ 2 mil o valor da indeniza\u00e7\u00e3o que uma moradora dever\u00e1 pagar \u00e0 s\u00edndica do condom\u00ednio em que reside. 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