A Polícia Federal (PF) afirmou, no pedido de prisão preventiva apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ocultou mais de R$ 2,2 bilhões em uma conta bancária em nome do pai, Henrique Moura Vorcaro, mesmo após ter sido solto no fim de 2025. O pedido foi acolhido pelo ministro André Mendonça, que autorizou nova ordem de prisão no âmbito do caso do Master. A PF sustenta que o risco de fuga de Vorcaro permanece elevado, citando a existência de “jatos privados” à disposição do investigado e um “extenso patrimônio no exterior, inclusive em paraísos fiscais”.
A defesa de Henrique Vorcaro afirmou que “são incorretas as informações divulgadas no sentido de que a conta mencionada na decisão do STF seja de sua titularidade” e disse desconhecer “a existência de qualquer conta e com tais valores” . Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro negou as acusações e afirmou que o empresário “sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”. Além de Vorcaro, também foram presos na operação Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, o coordenador de segurança Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. As investigações revelaram a existência de uma “milícia privada” chamada “A Turma”, utilizada para monitorar ilegalmente e intimidar adversários, autoridades e jornalistas. Mensagens interceptadas mostram Vorcaro ordenando que o jornalista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, fosse agredido para “quebrar todos os dentes” em um assalto forjado, após a publicação de notícias contrárias aos interesses do banqueiro.
Foto: Banco Master



