O Estreito de Hormuz, passagem estratégica entre Irã e Omã por onde escoa um quinto do petróleo global e do gás natural liquefeito (LNG) do planeta, foi fechado desde sábado após a Guarda Revolucionária iraniana declarar bloqueio em resposta aos bombardeios de EUA e Israel. Mais de 150 navios permanecem ancorados, com operações suspensas por gigantes como Maersk e Hapag-Lloyd, enquanto ataques a petroleiros e interferências eletrônicas inviabilizam a navegação.
O impacto já é sentido nos mercados: o Brent subiu 14% na semana, ultrapassando US$ 85, e o gás natural disparou 70% na Europa, atingindo máxima de três anos. O Qatar, responsável por 20% do LNG mundial, paralisou a produção após ataques com drones, reduzindo em 19% a oferta global. Com estoques europeus em baixa e países como Taiwan, Índia e Paquistão altamente dependentes da rota, a crise energética acirra a competição entre continentes e ameaça desencadear choque inflacionário global.
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