O apresentador Ratinho está sendo procurado por oficiais de Justiça há cinco meses para ser citado em uma ação movida pelo cantor Chico Buarque, após declarações feitas em setembro do ano passado sobre o uso da Lei Rouanet. As diligências começaram no Paraná, onde fica a sede de suas empresas, e desde 5 de fevereiro se concentram em São Paulo, inclusive na sede do SBT, em Osasco, onde ele grava diariamente seu programa, mas o mandado ainda não foi cumprido. Na última sexta-feira (27), a oficial responsável informou ao juiz que foi atendida pelo jurídico da emissora e recebeu o contato do advogado do apresentador, mas não obteve retorno para viabilizar a entrega da citação, além de ter comunicado que entraria em licença médica, o que exigirá a nomeação de um novo oficial para dar prosseguimento ao caso.
A ação judicial teve origem em setembro de 2025, quando Ratinho afirmou em programa da rádio Massa FM que o engajamento político de Chico Buarque estaria ligado a supostos benefícios obtidos por meio da Lei Rouanet — acusação negada pelo compositor, que jamais recebeu recursos públicos. Em decisão de outubro, o juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres, da 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro, concedeu prazo de cinco dias para que o apresentador se retratasse ou comprovasse a veracidade das declarações, sob pena de configurar crime de desobediência, o que, em tese, justificaria a prisão em flagrante. Chico Buarque pede indenização de R$ 50 mil por danos à honra, e seus advogados sustentam que as falas configuram desinformação e abuso do direito de livre manifestação, pois “não existe o direito de mentir” para violar a reputação de terceiros.
Foto: Reprodução



